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Mulheres no mercado de trabalho e as consequências pandemia

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Desde o início do ano passado que convivemos com a pandemia do corona vírus e as consequências disso para as mulheres no mercado de trabalho. Houveram mudanças nas relações de trabalho, as relações sociais, a economia, os cuidados com a saúde etc.

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As mulheres foram extremamente impactadas pela crise

O que causa ansiedade são as consequências para as próximas décadas com decisões tomadas hoje, muito além do alívio com as vacinas, da tristeza e do mar de emoções que sentiremos sobre este período nebuloso e permeado por uma incerteza atroz.

De acordo com informações, entre janeiro de 2015 e janeiro de 2020, a representação de mulheres no mercado de trabalho, em cargos de vice-presidente sênior havia crescido de 23% para 28%, e a representação na diretoria havia passado de 17% para 21%. Portanto, nota-se que as mulheres continuaram mal representadas, mas os números melhoraram lentamente.

Segundo o Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), de novembro passado, 897,2 mil trabalhadores perderam o emprego de março a setembro de 2020, em função da pandemia e do isolamento social, sendo 588,5 mil mulheres, ou seja, 65,6% dos demitidos.

Diante desta constatação de que as mulheres no mercado de trabalho foram as mais atingidas, fica clara uma das razões da dispensa do trabalho: elas são maioria nas atividades mais prejudicadas pela crise, como o setor de serviços. Entre outras questões, além dos efeitos da reestruturação e da automação nas empresas que reduziram postos de trabalho, as mulheres têm que enfrentar uma dificuldade que causa mais angústia: a dificuldade em reorganizar o esquema doméstico, sobretudo as que têm filhos e estão sem a opção de deixá-los nas escolas fechadas pela pandemia.

O momento é difícil, sem dúvida, ainda mais porque precisamos decidir sob o efeito de uma grave crise de saúde, que também trouxe efeitos nefastos na economia mundial. Mas, como ressaltei, precisamos produzir anticorpos para que esse efeito seja minimizado para evitar que as desigualdades não se aprofundem ainda mais no futuro.




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